Política

Costa e relatório de Pedrógão: “Assumiremos responsabilidades políticas, se for caso disso”

O primeiro-ministro, que ainda não leu na totalidade o relatório da Comissão Indedendente à tragédia de Pedrógão Grande, diz que só podem ser tiradas conclusões após dia 21, data para que foi convocado um Conselho de Ministros extraordinário só para analisar o documento. “O que nos compete fazer é uma reflexão”

Sem querer tirar conclusões sobre o relatório ao incêndio de Pedrógão Grande, António Costa sublinhou que ainda não teve acesso ao documento na totalidade. Decisões, só depois de dia 21, data para que foi marcado um Conselho de Ministros extraordinário só para analisar o documento que esta quinta-feira foi entregue na Assembleia da República pela Comissão Técnica Independente, criticando o amadorismo dos bombeiros e apontando falhas no comando da Proteção Civil.

Assumiremos responsabilidades políticas, se for caso disso”, afirmou Costa em declarações ao jornalistas na conferência de imprensa em São Bento. “A Comissão divulgou uma curta nota. Iremos tirar todas ilações que temos a tirar e assumiremos as responsabilidades. Não vou tirar conclusões de um documento que precisa de reflexão”, disse.

Com Constança Urbano de Sousa, ministra da Administração Interna, e Capoulas Santos, ministro da Agricultura, Florestas e do Desenvolvimento Rural, a seu lado, António Costa reagiu ao relatório da Comissão Técnica Independente sobre o grande incêndio de Pedrógão Grande, que aconteceu a 17 de junho e que fez 65 mortos.

O que nos compete fazer é uma reflexão”, insisitiu o primeiro-ministro, acrescentando que o tema também será motivo de debate na Assembleia da República no próximo dia 27. “Espero que este relatório possa ser base de um consenso político e social alargado”, defendeu, para que assim se possa “evitar outra tragédia como esta”.

Costa sublinhou ainda que as recomendações do relatório podem vir a ser integradas de forma “a completar a reforma da floresta e para a reforma do sistema de prevenção e combate aos incêndios florestais”.

Esta quinta-feira, a Comissão Independente, nomeada pelo Parlamento para avaliar as causas da tragédia de Pedrógão Grande, entregou na Assembleia da República o relatório sobre o incêndio. São 184 páginas, mais 13 anexos. A principal conclusão é que se tratou de “um desastre antecipado”. O documento revela ainda o problemas na formação dos responsáveis e agentes da Proteção Civil e dos Bombeiros e na gestão da floresta.