Política

Rui Rio. “Teria sido muito melhor renegociar o acordo com o Irão de uma forma diplomática e pacífica”

Rui Duarte Silva

O presidente do PSD criticou as opções tomadas por Donald Trump quanto ao acordo nuclear com o Irão e à mudança da embaixada norte-americana para Jerusalém. "Quando levantamos os olhos e olhamos para o futuro, não sei para onde estamos efetivamente a caminhar se continuarmos neste caminho..."

Rui Rio comentou esta tarde, à margem da cimeira do Partido Popular Europeu, em Sófia, Bulgária, os desenvolvimentos em Israel e a decisão dos Estados Unidos de rasgarem o acordo nuclear com o Irão.

“Teria sido muito melhor renegociar o acordo com o Irão de uma forma diplomática e pacífica, em vez de causar um terramoto que agora é muito mais difícil de reparar. Estou com a posição europeia, que é a correta, sensata e equilibrada, não só para a paz como para o desenvolvimento económico”, começou por dizer o presidente do Partido Social Democrata.

Desafiado a comentar a frase do presidente do Conselho Europeu - “com amigos como Trump, quem precisa de inimigos? -, Rio admite que os acontecimentos e passos dados têm sido negativos. “Como costuma dizer o povo, a esperança é a última a morrer. É verdade que há um leque sucessivo de acontecimentos que vão todos no mesmo sentido, que é negativo. Depois a linguagem utilizada, mais forte ou menos forte, cada um usa a que entende como mais adequada. Têm sido dados passos errados, que têm feito uma perturbação brutal no mundo. Ainda agora a recente passagem da embaixada [dos EUA] para Jerusalém, que originou aquilo que todos nós sabemos. É normal que o discurso vá endurecendo. Temos de fazer um esforço para evitar que se siga este caminho que tem sido seguido pelos EUA”.

Questionado sobre se Portugal deve mudar de atitude, Rui Rio admite que se pode endurecer o discurso, mas que é necessário “manter as portas abertas, mostrando o nosso desagrado face à evolução negativa”.

“Quando levantamos os olhos e olhamos para o futuro, não sei para onde estamos efetivamente a caminhar se continuarmos neste caminho…”