Política

Pedrógão Grande: Governo vai alocar mais cinco milhões de euros para zonas empresariais

O Governo vai disponibilizar mais cinco milhões de euros para apoiar mais zonas de localização empresarial no Pinhal Interior, região afetada pelo grande incêndio de Pedrógão Grande

O Governo vai alocar mais cinco milhões de euros para apoiar mais zonas de localização empresarial no Pinhal Interior, região afetada pelo grande incêndio de Pedrógão Grande, disse esta terça-feira o ministro do Planeamento e Infraestruturas.

Já foram aprovados dez projetos de investimento para áreas de localização empresarial no Pinhal Interior, segundo Pedro Marques, sendo que foi agora tomada a decisão de alocar mais cinco milhões de euros "para, porventura, apoiar pelo menos mais cinco zonas de localização empresarial noutros concelhos" daquela região. O ministro justificou a medida com a necessidade de "diversificar a atividade económica" no Pinhal Interior.

"Se as empresas responderam positivamente e têm vontade de investir neste território, nós vamos fazer a nossa parte, criando esta nova oportunidade de mais cinco milhões de euros para apoiar novas zonas de localização empresarial para corresponder a essa dinâmica que queremos que se mantenha no território", frisou.

O Pinhal Interior, de acordo com Pedro Marques, "é um território que precisa de ter condições para atrair essas empresas de outros setores de atividade económica". O ministro falava aos jornalistas depois de visitar uma empresa de serração de Pedrógão Grande, que já está a laborar e que pretende duplicar os postos de trabalho.

Face à grande procura que o Governo tem registado por parte das empresas aos programas de reposição da atividade económica e de atração de novo investimento (cada um com 100 milhões de euros de dotação), o ministro referiu que o executivo terá de "arranjar mais recursos para apoiar mais projetos".

Questionado sobre o risco de empresas afetadas ficarem insolventes por terem parado a sua atividade por um longo período de tempo, Pedro Marques frisou que, "no essencial, as empresas que têm visto os seus projetos aprovados têm conseguido implementá-los e têm reposto atividade".

Nas declarações aos jornalistas, o governante referiu ainda que a linha de crédito de dez milhões de euros para os municípios usarem para apoiar a reconstrução de segundas habitações está dependente do decreto-lei de execução orçamental, para poder ser regulamentado o Orçamento do Estado "relativamente a essa matéria".

"Neste momento, está para assinatura por dias o despacho dos meus colegas do Governo que permitirá executar aquela linha de crédito de dez milhões de euros, que não contará para o limite de endividamento das autarquias", referiu, explicando que esse instrumento coloca do lado dos municípios a possibilidade de apoiarem na reconstrução dessas habitações.