Política

OE2019. Direita entre a cautela e o chumbo anunciado

Foto António Pedro Ferreira

Fernando Negrão, líder parlamentar do PSD, exigiu “cautela”. Cecília Meireles, do CDS, lamentou “oportunidade perdida” e garantiu que chumbará Orçamento

O PSD tem muitas reservas sobre o Orçamento do Estado que o Governo se prepara para apresentar no próximo ano, mas preferiu não se comprometer com o chumbo do diploma. CDS não tem dúvidas: Orçamento é para chumbar.

À saída da reunião com o ministro das Finanças, que esta terça-feira apresenta aos vários partidos com assento parlamentar as linhas gerais do Orçamento do Estado para 2019, Fernando Negrão, líder parlamentar do PSD, acusou Mário Centeno de ter dado “respostas vagas” sobre o que fazer perante a subida das taxas de juro. Segundo o deputado social-democrata, o ministro reconheceu que eram necessárias “cautelas”, mas não “explicou que cautelas serão essas”.

Mesmo reconhecendo que as perspetivas de redução do défice e da taxa de desemprego satisfazem o PSD, Negrão preferiu não se comprometer com qualquer sentido de voto no Orçamento do Estado para 2019.

CDS lamenta “oportunidade perdida”

Já Cecília Meireles, do CDS, classificou o Orçamento que o Governo se prepara para apresentar como de "continuidade" e, como tal, merece a oposição e o chumbo do CDS. “Continuamos com um Orçamento do Estado de continuidade face às políticas deste Governo: por um lado, perdeu-se uma oportunidade que era única de investir a sério na economia e na iniciativa privada. Em segundo lugar, faz-se a consolidação orçamental através do que temos chamado de austeridade dissimulada”, criticou a democrata-cristã.

Aos jornalistas, a deputada do CDS questionou ainda as metas de crescimento traçadas pelo Governo. "Numa legislatura em que Portugal podia finalmente respirar sem a ‘troika e com uma conjuntura altamente favorável, com juros baixos e a Europa em franco crescimento, Portugal devia aproveitar a oportunidade para entrar num rumo de crescimento a sério que lhe permitisse também convergir com a Europa a sério”. A decisão do CDS está, por isso, tomada.