Revista de imprensa

Presidente da Partex: venda aos chineses da CEFC Energy será “uma espécie de renascimento da companhia”

Segundo António Costa Silva, a venda da Partex dará início a “um novo ciclo” da companhia e permitirá transformá-la “numa plataforma global”

António Costa Silva, presidente da Partex – empresa petrolífera a Fundação Calouste Gulbenkian –, vê com bons olhos a venda da companhia aos chineses da CEFC Energy.

Segundo este, a venda dará início a “um novo ciclo”, “uma espécie de renascimento da companhia” que permitirá transformá-la “numa plataforma global”, garantiu, em entrevista ao “Público” esta quarta-feira.

As negociações, neste momento, ainda estão a decorrer, mas já vão avançadas. “Nesta altura estão-se a discutir os termos do acordo. Acho que há uma grande probabilidade de se concretizar. Depois, após o acordo, tem de haver a notificação a todas as companhias operadoras onde estamos, e há algumas concessões em que é necessário consultar também os parceiros por causa dos direitos de preferência”, explicou.

Questionado se iria manter-se no cargo de líder da empresa depois da venda, António Costa Silva disse que uma das condições do negócio é mesmo sua permanência – e a da equipa de recursos humanos que já trabalha na empresa.

“Eu tinha um mandato que terminava em 2019 com o accionista actual. Mas, aparentemente, nas conversações entre o vendedor e o comprador, uma das questões que ele pôs foi a de a equipa continuar. Não só a equipa de gestão, mas também a equipa técnica. É uma das condições cruciais do contrato, porque, mais do que os ativos, estão interessados na equipa da Partex, que tem grande influência, sobretudo no Médio Oriente, e uma dimensão e capacidade técnica elevada”, disse.