Revista de imprensa

Centeno nomeou inspetor-geral de Finanças para a Santa Casa, Governo rejeita incompatibilidade

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Segundo Centeno, a liderança do conselho de auditoria da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa merece uma representação por quem é dirigente superior ou interlocutor directo do ministério das Finanças. Vítor Braz é uma “garantia de rigor e de qualidade para as funções de controlo exercidas”, disse

Desde junho do ano passado, Vítor Braz, responsável máximo da Inspeção-Geral de Finanças (IGF), tem vindo a acumular esta posição com a liderança do conselho de auditoria da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), órgão interno a quem cabe fiscalizar a gestão, examinar as contas e acompanhar a execução dos orçamentos, revela o “Público” esta segunda-feira.

Braz foi nomeado por Mário Centeno – num despacho que foi publicado em “Diário da República” a 27 de setembro, mas com efeitos a 20 de junho –, para quem não há qualquer conflito de interesses nas duas posições ocupadas pelo inspector de Finanças.

Como nota o matutino, ao acumular as funções na IGF com um cargo na SCML em representação das Finanças, Vítor Braz passou a fazer parte de um dos órgãos de uma instituição que pode ser auditada – como já aconteceu no passado – pela Inspeção-Geral do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Confrontados por email pelo “Público” sobre a nomeação de Vítor Braz, tanto o ministro das Finanças, Mário Centeno, como o ministro da Segurança Social, José Vieira da Silva, rejeitaram existir qualquer incompatibilidade na escolha de Vítor Braz.

Segundo Centeno, a função na SCML merece uma representação por quem é dirigente superior ou interlocutor direto do ministério. Braz é uma “garantia de rigor e de qualidade para as funções de controlo exercidas”, disse.