Revista de imprensa

Relatório revela que quase 60% das linhas de comboio estão em mau estado

PAULO NOVAIS / LUSA

Troços que necessitam mais urgentemente de obras são o Ovar-Gaia, na linha do Norte, o Tua-Pocinho, na linha do Douro, e a via estreita de Espinho a Oliveira de Azeméis e de Aveiro a Sernada do Vouga, segundo um relatório da Infraestruturas de Portugal, datado de maio do ano passado

Um relatório da Infraestruturas de Portugal, datado de maio de 2017, indica que quase 60% das linhas de caminhos de ferro são classificadas como “medíocres” ou “más” no que respeita ao seu índice de desempenho, avança o “Público” esta terça-feira.

Tudo indica que o cenário traçado pelo documento, a que o matutino teve acesso, não se terá alterado no último ano; basta lenbrar que nas últimas duas semanas, devido às chuvas intensas que se fizeram sentir no país, houve vários incidentes registados com as linhas de comboio nacionais, inclusive um descarrilamento na linha da Beira Alta.

Segundo o documento a que o “Público” teve acesso, os troços a necessitarem mais urgentemente de obras são o Ovar-Gaia, na linha do Norte, o Tua-Pocinho , na linha do Douro, e a via estreita de Espinho a Oliveira de Azeméis e de Aveiro a Sernada do Vouga.

Destes três troços, a Infraetruturas de Portugal destaca o percurso Ovar-Gaia como o mais problemático. “A via útil dos ativos neste troço da Linha do Norte há muito que foi excedida e qualquer tipo de intervenção de manutenção produz efeitos pouco duradouros”, assinala.

Numa escala de 1 a 8, o relatório atribui a este troço a classificação de 1,9 (mau). Ou seja, o percurso necessita de “intervenção urgente.”