Revista de imprensa

Mundial 2018: ministros sob aviso para viagens pagas, Governo alerta que código de conduta é para cumprir

TIAGO MIRANDA

Nenhum membro do Ministério das Finanças nem da Presidência e da Modernização Administrativa estará presente em qualquer jogo na Rússia, apurou o “Jornal de Negócios”

Depois a polémica com as viagens pagas pela Galp a governantes no Euro 2016, que provocou a demissão de três secretários de Estado e de um assessor de António Costa, o Governo não quer que uma cena semelhante volte a ocorrer, de forma alguma, no Mundial na Rússia que começa esta quinta-feira.

Por estes dias, o Executivo lançou um aviso interno: o novo Código de Conduta, aprovado no Conselho de Ministros de 8 de setembro de 2016, é para cumprir e “mantém-se em vigor”, sublinhou fonte oficial do Ministério da Presidência e Modernização Administrativa ao “Jornal de Negócios”. Ou seja, quem quiser ir ver a seleção jogar terá de pagar do próprio bolso os custos e não poderá aceitar “prendas” de patrocinadores.

Pelo que o matutino apurou, nenhum membro do Ministério das Finanças nem da Presidência e da Modernização Administrativa estará presente em qualquer jogo na Rússia.

Contactados pelo “Negócios”, a maioria dos ministérios escusou-se a indicar se o respectivo ministro ou os secretários de Estado iriam marcar presença em algum encontro da selecção.

No jogo inaugural da selecção, frente a Espanha, o Estado português será representado pelo presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues; por sua vez, Marcelo Rebelo de Sousa, assistirá no estádio, em Moscovo, ao Portugal-Marrocos, e já o primeiro-ministro marcará presença no derradeiro encontro da fase de grupos, frente ao Irão de Carlos Queiroz.