Revista de imprensa

CP emagrece oferta de viagens por não ter comboios suficientes

Em alguns casos, a CP irá suprimir comboios e substituí-los por autocarros; noutros, substituirá comboios por outros de categoria inferior

Avariados ou em muito mau estado. Eis como está a maioria da frota da Comboios de Portugal (CP), conta o “Público” esta quarta-feira. A situação, neste momento, é tão crítica que a empresa de transportes viu-se obrigada, em agosto, a reformular a sua oferta de transportes (e de horários), o que passará inevitavelmente por uma redução da oferta, com menos comboios em praticamente todas as linhas e serviços.

Em alguns casos, a CP irá suprimir comboios e substituí-los por autocarros; noutros, substituirá comboios por outros de categoria inferior.

A CP atravessa um momento de grande fragilidade: tem falta de material circulante e as oficinas da empresa não têm pessoal para manter e reparar os comboios, que estão velhos e sujeitos a rotações cada vez maiores, escreve o matutino. Esta situação tenderá a agravar-se nos próximos meses com o período de férias na EMEF (as oficinas da CP) e um aumento na procura por parte dos passageiros.

Na linha do Oeste, por exemplo, os problemas desde o arranque do ano têm sido vários. Entre janeiro e maio foram suprimidos 357 comboios, dos quais 333 na totalidade do trajeto e 24 parcialmente. Neste período, a CP gastou 16 mil euros em aluguer de autocarros para garantir transportes alternativos nesta linha.