Sociedade

Em Nodeirinho, dois carros contam a história de três mortes

Elementos da Judiciária e do Instituto nacional de Medicina Legal passaram a tarde a recolher cadáveres numa das aldeias que mais pessoas perdeu no incêndio de Pedrógão Grande

Durante a tarde deste domingo, uma dezena de elementos da Polícia Judiciária e do Instituto Nacional de Medicina Legal, com o apoio da GNR, estiveram a retirar três cadáveres - dois adultos e uma criança - que ficaram encarcerados em duas viaturas, nas imediações da aldeia de Nodeirinho.

A queda de uma árvore terá levado à colisão dos carros, entretanto consumidos pelas chamas. O mau estado das viaturas dificultou a operação que decorreu ao longo de várias horas.

Pelas 17h30, a operação ficou concluída e os cadáveres levados para o Instituto de Medicina Legal em Coimbra.

A aldeia de Nodeirinho terá sido uma das que tem mais vítimas a registar: terão falecido no incêndio entre oito a dez habitantes. E há também vários feridos graves.

O local está agora praticamente deserto. Apenas meia dúzia de pessoas que preferiram ficar junto das suas casas restam na aldeia.

Apesar de livre de perigo, Nodeirinho está envolta em fumo e cinzas.