Sociedade

Mali: o que se sabe sobre o “ataque jiadista” que vitimou militar do Exército

HABIBOU KOUYATE / AFP / Getty Images

Testemunhas contam que um grupo de homens armados invadiu as instalações do Hotel Le Campement Kangaba e que começou a disparar indiscriminadamente, aos gritos de “Deus é grande!”

Carlos Abreu

Jornalista

Hotel Le Campement Kangaba, domingo, 18 de junho. Pelas 16h locais (mais uma hora em Lisboa), um grupo armado abre fogo sobre as 36 pessoas que se encontravam no “eco resort” situado numa colina dos arredores de Bamako, capital do Mali. Duas pessoas perdem a vida: o sargento-ajudante Paiva Benido e uma cidadã franco-gabonesa, que ainda não foi identificada.

Contam os media locais, citando testemunhas, que os terroristas começaram a disparar de forma indiscriminada aos gritos de “Deus é grande!” (Allah akbar) e que teriam feito reféns. Mas mais de 30 pessoas conseguem fugir.

A resposta chegou através das forças especiais do Exército do Mali, apoiados por soldados franceses da “Operação Barkhane”, de combate ao terrorismo na região do Sahel, e por operacionais da Minusma, a missão das Nações Unidas, na qual Portugal também tem participado regularmente.

Pelas 19h locais, estes militares lançam o assalto que haveria de ser dado por concluído já durante a noite. Diversas testemunhas dizem que se escutaram disparos durante horas. Os bungalows do Hotel Le Campement Kangaba, que se estendem por uma vasta área, foram passados a pente fino, um por um.

Em declarações à AFP, o ministro maliano da Segurança, general Salif Traoré, assegura que foi “um ataque jiadista”. E informa que as forças de segurança retiraram do local 36 funcionários e clientes. Segundo o governante, os quatro membros do grupo assaltante foram mortos.

“Todos os terroristas foram mortos. A situação está sob controlo”, disse Traoré já esta segunda-feira ao correspondente da Associated Press.