Sociedade

24 horas no inferno

Um dia de fogo e terror como não se via há mais de uma década (523 incêndios num só dia); uma ministra que não se demitiu antes, mesmo que fosse mais fácil ter tido as férias que não pôde ter, e que agora acabou por não poder mais adiar o inadiável; um primeiro-ministro que diz que os portugueses são adultos para perceberem que não há varinhas mágicas que resolvam os problemas. E, pelo meio, a verdadeira tragédia: pelo menos 41 mortos, mais de 60 feridos e dezenas de pessoas que perderam tudo o que tinham. Este é o filme das 24 horas mais dramáticas que o país viveu recentemente, apenas quatro meses depois da tragédia de Pedrógão Grande