Sociedade

Comandante do porto de Lisboa afasta possibilidade de derrame em navio encalhado no Bugio

MÁRIO CRUZ/LUSA

O comandante Coelho Gil, da capitania do porto de Lisboa, garantiu que “as 160 toneladas de hidrocarbonetos a bordo estão isoladas em vários tanques na popa do navio” e que por isso não há risco de derrame

Helena Bento

Helena Bento

Jornalista

O comandante Coelho Gil, da capitania do porto de Lisboa, afastou a possibilidade de haver um derrame pelo navio encalhado no Bugio, na foz do rio Tejo. “As 160 toneladas de hidrocarbonetos a bordo estão isoladas em vários tanques na popa do navio. Os tripulantes [10] procederam a essa operação antes de serem recolhidos pela Força Aérea. Se as condições se mantiverem, não é esperado portanto um derrame”, informou o comandante esta sexta-feira, em conferência de imprensa.

Questionado por uma das jornalistas presentes no encontro sobre a hipótese de haver uma fissura e consequente derrame de hidrocarbonetos, ainda que em quantidades reduzidas, o comandante garantiu que “foi tudo feito a bordo para que não haja qualquer contacto entre os tanques”.

Coelho Gil garantiu ainda que o navio, encalhado desde a madrugada de terça-feira, 6 de março, após uma falha total de energia, “não constitui um perigo para a navegação” e que os acessos ao porto de Lisboa “estão assegurados”, pelo que este “continuará a funcionar normalmente”.

O porta-voz da Autoridade Marítima, o comandante Fernando Pereira da Fonseca, tinha dito esta manhã que havia risco de derrame, embora fosse baixo uma vez que a embarcação não apresenta dados estruturais.