Sociedade

Exame nacional de História teve a média mais baixa

José Carlos Carvalho

Resultados da 1ª fase dos exames nacionais foram conhecidos esta quinta-feira. Maioria das médias não sofreram alterações significativas. A Matemática desceu, mas pouco

As médias dos alunos nos exames nacionais do ensino secundário foram divulgadas esta quinta-feira e indicam sobretudo um cenário de estabilidade, sem variações muito significativas nas provas com mais inscritos.

A média a Matemática A caiu 6 pontos numa escala de 0 a 200, ficando este ano nos 109 pontos. A Português, a prova que todos os estudantes do secundário têm de fazer no final do 12.º ano, o valor manteve-se praticamente inalterado (de 111 passou para 110 pontos). Tanto a Física e Química como a Biologia e Geologia registaram-se ligeiras subidas, com as médias a ficarem nos 106 e 109 pontos, respetivamente.

O pior aconteceu a História, que registou uma das maiores quedas (8 pontos) e voltou a terreno negativo. Os alunos internos, aqueles que frequentam a disciplina o ano todo, não foram além dos 95 pontos de média e 13% reprovaram à cadeira. A taxa de insucesso só é mais alta a Matemática A (curso de Ciências e Tecnologias) e apenas por um ponto percentual.

O exame de História A é realizado pelos alunos que frequentam o curso de Humanidades e Línguas e foi feito este ano por mais de 15 mil estudantes internos. A estes juntam-se mais três mil que foram como auto-propostos (por terem anulado a cadeira ao longo do ano letivo ou por serem repetentes), por exemplo. As classificações destes jovens são naturalmente mais baixas e ficaram-se pelos 76 pontos.

Receios a Matemática não se confirmaram

Quanto à prova de Matemática A, a segunda com mais inscritos, causou polémica este ano por apresentar uma estrutura diferente do habitual - o enunciado continha questões para responder em alternativa caso os alunos tivessem aprendido pelo programa 'velho' ou pelo 'novo' -, causando confusão em alguns alunos, que optaram por responder a todas as perguntas. Perante este cenário, o IAVE, instituto responsável pela processo dos exames, admitiu atribuir pontos a qualquer das respostas, desde que alguma estivesse correta.

A Sociedade Portuguesa de Matemática manifestou-se muito crítica sobre a estrutura da prova e a indicação dada a posteriori pelo IAVE, mas o receio que tal se refletisse numa diminuição significativa das notas não se confirmou. É certo que a média baixou, mas pouco: de 115 para 109 pontos no caso dos alunos internos. Também a Associação de Professores de Matemática contestou a não publicação prévia de uma prova-modelo e a inclusão de perguntas que fizeram com que o exame tivesse um "nível de dificuldade acima do que seria considerado adequado".

No caso da Matemática Aplicada às Ciências Sociais (feita pelos estudantes de ciências socio-económicas), a média manteve-se (102 pontos).

Em comunicado, o Ministério da Educação sublinha o facto de as médias dos vários exames relativos aos alunos internos serem todas iguais ou superiores a 95 pontos. História A registou o valor mais baixo, seguindo-se História da Cultura e das Artes (96 pontos).