Diário

Na primeira manhã com transportes mais baratos, ainda há quem ache que os novos preços são mentira

Em três dias, a Área Metropolitana de Lisboa recebeu cerca de 900 chamadas telefónicas com pedidos de informação sobre os novos passes. Esta segunda-feira, primeiro dia das novas tarifas, em Sete Rios, Entrecampos, Marquês de Pombal, Rossio e no terminal fluvial do Cais do Sodré não se falava de uma enchente. Falava-se sobre as filas para pedir novos cartões, as poupanças de quem vem de longe e o receio de que agora os transportes não cheguem para todos. Graças à redução de preços, em março o número de novos passes aumentou 43% em relação ao ano passado

Foi a despesa com o estacionamento da EMEL que o fez desistir de viajar de carro da Póvoa de Santa Iria para Lisboa. Em vez de levar vinte minutos, passou a levar uma hora de transportes públicos e a pagar €70 euros por mês para apanhar um comboio e um autocarro. “Eu, a minha namorada e os meus pais pagávamos €70 cada um para vir para Lisboa. Eram 70 vezes quatro (€280). Agora são €160: quarenta euros cada. É uma boa poupança”, conta Daniel Oliveira, 27 anos, enquanto espera pelo autocarro numa longa fila junto à estação de Sete Rios, por volta das nove da manhã.

“Hoje não se nota grande diferença no número de pessoas a andar de transportes. Acho que até está bastante bom porque costumo chegar aqui com a fila para o autocarro até ali ao fundo e hoje está mais pequena”, descreve, no primeiro dia de entrada em vigor dos novos passes na Área Metropolitana de Lisboa (AML) e do Porto (AMP), que não ultrapassam os €40 para viajar entre todos os concelhos de cada região.

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