Diário

As cores do rosto de Portugal vão começar a surgir no próximo Censos

Depois de muitas resistências, a partir de 2021 o Censos pode começar a desenhar o retrato étnico-racial da população em Portugal

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Um ano de trabalho e muita discussão serviram para produzir um relatório dividido, mas conclusivo. O grupo de trabalho nomeado pelo Governo para estudar a introdução de uma pergunta sobre as origens étnico-raciais da população em Portugal decidiu que sim, que é importante saber de que cores é feito o país. Ao Expresso, dois académicos explicam as razões que os levaram a votar — um deles contra, o outro a favor — sobre a introdução da pergunta

Christiana Martins

Christiana Martins

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Jornalista

Na décima primeira reunião do grupo de trabalho Censos 2021 — Questões Étnico-Raciais procedeu-se à sensível votação sobre as vantagens e os riscos da introdução de uma pergunta no recenseamento nacional sobre as origens da população.

Apesar da evidente divisão, o resultado final não consegue espelhar a tensão sentida ao longo de um ano de trabalho: quatro votos contra (dois académicos e dois representantes das comunidades ciganas) e nove votos a favor (entre académicos, representantes das comunidades de afrodescendentes, e instituições de imigrantes). Há ainda que sublinhar a existência de uma abstenção (jurista de apoio à Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial) e quatro inibições de voto (duas do Alto Comissário para as Migrações, uma do INE e outra da Secretaria de Estado para a Cidadania e Igualdade).

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