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Era muito baixo e ainda subia às árvores. Eis o homo luzonensis, uma nova espécie humana

Reuters

Cientistas anunciaram esta semana ter descoberto numa ilha das Filipinas uma nova espécie humana, o homo luzonensis. O anúncio surge mais de uma década depois de grande descoberta do homo floresiensis, na Indonésia. E vem confirmar a complexidade da evolução humana, como sublinha a especialista em Antropologia Forense Eugénia Cunha. “Quanto mais sabemos, mais vemos quão pouco sabemos”, diz

Raquel Albuquerque

Raquel Albuquerque

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Jornalista

Os fósseis agora encontrados estavam a alguns metros do solo na gruta de Callao, na ilha filipina de Luzon. Um osso da coxa, dois do pé, dois da mão e sete dentes, pertencentes a pelo menos dois adultos e uma criança, levaram a equipa de cientistas a avançar, num artigo publicado na revista científica “Nature”, que se trata de uma nova espécie humana que terá pelo menos 50.000 anos. Chamaram-lhe homo luzonensis, teria pouco mais de um metro de altura, subiria às árvores e os investigadores garantem ser distinto de outras espécies já conhecidas, até mesmo do pequeno homem das Flores (homo floresiensis), descoberto em 2004 numa ilha indonésia.

“Durante anos e até há cerca de duas décadas, a evolução humana na Ásia era vista de forma muito simples, com o homo erectus a sair de África e a fixar-se no sudeste e leste asiático, sem que nada acontecesse até à chegada do homo sapiens há 40.000 ou 50.000 anos e à sua conquista de todas as regiões da Terra”, disse à Reuters Florence Détroit, paleoantropólogo do Museu Nacional de História Natural de Paris e principal autor do artigo científico.

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