Internacional

Atentados em Barcelona: Assembleia Nacional da Catalunha quer saber o que realmente aconteceu

17.08.2019 às 16h06

Foto Xavier Bonilla/NurPhoto via Getty Images

Faz este sábado dois anos que um ataque terrorista no coração de Barcelona matou duas portuguesas. A avó tinha 74 anos e a neta 20. Tinham acabado de chegar à cidade para uns dias de férias. Este sábado, a Assembleia Nacional Catalã divulgou uma carta em que afirma que o ataque ainda não foi devidamente investigado

Faz este sábado dois anos que duas portuguesas, avó e neta, morreram num atentado terrorista em Barcelona. Tinham acabado de chegar à cidade, deixaram a bagagem no hotel, e saíram à rua. O hotel ficava nas Ramblas, local onde ocorreu o brutal ataque terrorista (seguido de um outro em Cambrils) que fez 16 mortos e 131 feridos , alguns dos quais graves.

Para além da avó (74 anos) e da neta (20 anos) portuguesas, morreram duas crianças, uma com três e outra de sete anos.

Dois anos depois, a ANC (Assemblea Nacional Catalana), divulgou uma carta onde denuncia que a “Espanha ainda não fez nenhuma comissão de inquérito parlamentar”, apesar destas comissões serem “prática comum em países que são objetos de um ataque terrorista. Estas comissões permitem que se possam descobrir os eventuais culpados e avaliar a eficiência das forças de segurança como forma de, no futuro, desenvolver a capacidade de evitá-los”.

O comunicado da ANC diz que quando o inquérito foi “solicitado oficialmente, a maioria dos partidos do Governo e oposição espanhóis bloquearam os pedidos de formação deste tipo de
comissões”.

E pergunta: “Não temos, nós cidadãos, direito a saber se o trabalho está a ser realizado de forma eficiente no campo do antiterrorismo e para exigir responsabilidade, caso este não seja o caso?”

Entre junho de 2015 e agosto de 2017, o terrorismo fez cinco vítimas civis portuguesas.