Não há líderes, só analistas políticos
13.04.2019 às 0h01
Um líder, como por definição o Presidente ou o primeiro-ministro devem ser, dá orientações, antecipa os problemas, indica normas e soluções. Em casos mais raros, que juro existirem, contraria a vox populi caso ache que ela não tem razão
Se há um desconforto generalizado pelo facto de familiares se nomearam uns aos outros para cargos no Governo e na Administração Pública, vem o Presidente e diz: a exigência do povo mudou nos últimos anos e o melhor é adaptarmos as leis a essas novas exigências; depois alerta que apenas nomeou os que já tinham sido nomeados pelo antecessor, Cavaco Silva. Perante a onda de reivindicações que os seus parceiros, no apoio ao Governo, organizaram para as festividades eleitorais, o primeiro-ministro diz: é normal que depois de um período de grande pressão toda a gente queira tudo agora. São apenas dois exemplos, mas poderia continuar a desfiá-los. E que demonstram estes dois exemplos? Que ambos, um Presidente que gosta acima de tudo de ser amado sem ter maçadas com ninguém e um primeiro-ministro habilidoso, não tentam liderar, apontar caminhos, resolver seriamente situações. Apenas ensaiam explicações para os fenómenos políticos que têm pela frente. São uma espécie de analistas políticos privilegiados. Na verdade, a televisão fez muito por eles.
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