Uma bola sem árvore, uma ceia com avós mas sem os netos, a saudade de tantos. E a luz, sempre a luz a brilhar. Nas lâmpadas e nos olhos de quem a quer ver. Porque é Natal, lá na Síria e aqui em Portugal. É Natal e há sempre tanta gente que falta. Um conto natalício sob a forma de retratos reais dos abraços que o pensamento é capaz de dar quando faltam os braços para se agarrar
Relatório confidencial da ONU aponta que Damasco tem recorrido a empresas-fachada para pagar a Pyongyang por materiais e apoios para a produção de armamento químico proibido como aquele que terá sido usado contra os civis de Ghouta Oriental no passado domingo
Rússia garante que, depois de algum fogo de artilharia registado na madrugada desta terça-feira, o cessar-fogo temporário está a ser cumprido, nomeadamente em Ghouta Oriental, um enclave rebelde que tem estado sob intensos bombardeamentos das forças sírias com o apoio da aviação russa. Desde meados de fevereiro, a ofensiva aérea já provocou pelo menos 560 mortos naquele subúrbio de Damasco
No sábado, os 15 membros do Conselho de Segurança aprovaram uma resolução de cessar-fogo humanitário para a Síria, com a duração prevista de 30 dias. Resolução está a ser ignorada desde então pelas forças de Assad, que entre domingo e esta segunda-feira continuaram a bombardear Ghouta Oriental, um subúrbio da capital controlado pelos rebeldes. Só esta manhã, pelo menos 10 civis terão perdido a vida, três deles crianças
Rússia diz que só vai aprovar resolução de cessar-fogo que vai hoje a votos no Conselho de Segurança se alguns grupos rebeldes do enclave forem incluídos na lista de terroristas que não serão abrangidos pela suspensão das hostilidades. Proposta da Suécia e do Kuwait prevê 30 dias sem combates para se distribuir ajuda humanitária e prestar apoio médico aos cerca de 5,6 milhões de sírios que precisam de apoio urgente. 400 mil deles estão em Ghouta, um subúbio de Damasco que, desde o início do mês, tem estado sob intensos bombardeamentos pelas forças de Assad com o apoio da aviação russa
"A França pede uma trégua na Ghouta Oriental para garantir a retirada necessária dos civis, a criação de todos os acessos humanitários indispensáveis, o mais rápido possível", declarou o presidente francês
No leste de Ghouta falta assistência médica, porque os hospitais foram bombardeados. Existem crianças que precisam de cirurgia. Existem pessoas que precisam de viver mas só conseguem esconder-se dos bombardeamentos feitos pelo regime sírio
"A situação humanitária dos civis no leste de Ghouta está totalmente fora de controlo, e é imperativo que esse sofrimento humano sem sentido seja interrompido imediatamente", disse o coordenador da ONU para ajuda humanitária na Síria
Presidente francês diz que serviços de informação do seu país ainda não têm provas concretas do uso destas armas pelas forças leais ao Presidente sírio, mas garante que, “assim que houver provas, farei o que prometi”